segunda-feira, 13 de junho de 2011

Para Yasmin

Verso do 2º ano da Yasmin

A Yasmin é um espírito lindo. Veio cumprir sua missão de forma alegre e irradiar luz para todos que com ela conviveram.

Os mistérios divinos não permitem esclarecer-nos as razões de tão breve estadia na crosta. No céu é a eternidade, na terra a temporalidade.

Fiquemos com as lembranças maravilhosas de cada sorriso, da alegria disseminada por um anjinho de Deus. Transmutemos em amor qualquer sentimento ainda misterioso neste plano.

A separação é temporária, não nos esqueçamos disso. É um tempo curto para a eternidade. Já a conhecíamos em outros momentos e já nos despedimos algumas vezes em todas as passagens para ambos os planos. Esta é mais uma.

Que a tristeza dure o tempo que precisar, mas que a alegria da certeza de que ela está bem e amparada por quem também nos ampara seja verdadeiramente duradoura.

O lado bom da saudade existe, é a mesma face boa da esperança convicta de que a Vida tem seus caminhos desconhecidos e que nos conduzem para de onde viemos. Continuemos nas nossas missões, individuais e coletivas, para que a Yasmin continue a ser feliz conosco para sempre.



Texto do professor André Villaça - ilustrações de Kaori Hirata

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dois Falcões Peregrinos são homenageados nas comemorações do dia do Escoteiro

Em cerimônia realizada na Câmara Municipal de São Paulo, na noite desta terça-feira, dia 26 de abril, em homenagem ao dia do escoteiro (23 de abril), nosso jovem escoteiro Thiago Macedo Almeida, da patrulha Torcaz e nosso escotista, mestre pioneiro, medalhista de Tiradentes, chefe Renato Araújo Silva, receberam o prêmio "Escotista Mário Covas Junior de Ação Voluntária".

Nosso jovem escoteiro Thiago Almeida, recebendo sua medalha e diploma.
Foto: Chefe Isabel Kawato

Chefe Renato Silva, recebendo sua medalha e diploma.

Close da Medalha.

O Prêmio tem o objetivo de agraciar, através dos membros da Comissão Municipal do Movimento Escotista Bandeirante (COMEB), instituições, personalidades, dirigentes do movimento escoteiro e jovens integrantes do movimento que se destacam nas ações em que o espírito escoteiro prevalece.

Vejam abaixo, o comentário do chefe Renato, a respeito do escoteiro Thiago:
"O Thiago é um escoteiro portador de SD (síndrome de Down) a quem todos nós do Falcão Peregrino, jovens e adultos, aprendemos a amar. Seus pais, com sua presença atuante em nosso Grupo nos dão a cada dia lições de confiança no Movimento Escoteiro e de dedicação e amor a seu filho especial. Thiago participa ativamente de todas as atividades do Grupo e esteve inclusive no Jamboree Nacional de Foz do Iguaçu. Faz sempre seu melhor possível!
É muito gratificante ver a forma como os jovens e em especial sua patrulha encaram com absoluta naturalidade e valorizam a presença do Thiago. 
Nos dão assim também uma lição de inserção e de aceitação da diversidade. Por tudo isso será um prazer estarmos juntos na entrega desse prêmio."

O 20º Grupo Escoteiro Falcão Peregrino está em festa, orgulhosos pelo sucesso de mais dois de seus Falcões.

Vejam outros detalhes no site da Câmara Municipal:

domingo, 24 de abril de 2011

Paixão segundo São Matheus - Coral do Colégio Waldorf Micael - Catedral da Sé - Dez/2009

Domingo de Páscoa - Emil Bock


A comunhão cósmica do nosso planeta terreno ocorre na sexta-feira santa e no sábado da Aleluia, antes mesmo da vitória pascal completa. Eis porque o corpo fisicamente real e o sangue fisicamente real do homem Jesus de Nazaré foi o medicamento que a terra recebeu. O fluxo sacramental que daí se derrama pela humanidade parte da Páscoa. 
Foi o erro do culto de relíquia medieval, nada mais do que uma relíquia de hábitos e crenças pré-cristãs, que induziu os homens a pensarem que sua vida cultural-sacramental dependia de restos físicos do corpo de Cristo. Os portadores do culto da Cristandade, tanto o catolicismo ocidental quanto o oriental, mantiveram com razão o velho princípio de construir os altares sempre em forma de túmulo. 
Mas foi um erro ater-se à prescrição de que no altar deveria haver sempre uma relíquia, fosse da própria vida terrena do Cristo, fosse de um santo a ele ligado. Esta ordem foi um retorno a tempos pré-cristãos em que só se podia cultivar a relação com o mundo espiritual à beira dos túmulos, onde repousavam os restos terrenos dos mortos. 
A refutação de todo culto de relíquias é o Sepulcro Vazio. O sepulcro de José de Arimatéia não continha resto algum do corpo de Cristo quando na manhã da Páscoa, Pedro e João desceram na fenda escura.
O sepulcro vazio significa: Não olheis para o homem Jesus! Não estais diante do sepulcro de um grande e santo homem. Olhai para o Cristo! Ele é uma entidade cósmico-divina. Seu túmulo não é o sepulcro de José de Arimatéia, mas toda a terra. 
As verdadeiras relíquias não são quaisquer restos dos acontecimentos físicos, pois estes só poderiam captar o estado pré-pascal dos fatos do Gólgota. O significado da vitória pascal é que, doravante, o corpo espiritual do Cristo, tecido de luz, poderá reluzir em tudo o que é terreno. Pão e vinho, sendo o verdadeiro corpo e o verdadeiro sangue do Cristo, são o medicamento da nova vida conquistada através da vitória pascal. 
Neles, a homeopatia espiritual atravessa o mundo, tendo como portadores os homens ligados ao Cristo. A sabedoria do Cristianismo original em torno deste mistério, expresso, por exemplo, por Inácio de Antióquia, pode ser reconquistada em nossa época através do pensamento claro treinado pelas Ciências Naturais: pão e vinho são os medicamentos da imortalidade.
Os altares do sacramento renovado também têm a forma de um túmulo. E, quando as paróquias se reúnem em torno dos altares, sempre está presente o princípio do sábado da Aleluia. Somos os que esperam diante do santo túmulo. Sabemos que nosso altar não precisa abrigar relíquias. O medicamento está presente quando o Cristo está presente, no pão e no vinho. As arqui-imagens da mesa e do túmulo se interpenetram. E à mesa do Senhor podem novamente estar presentes os nossos mortos. 
Aqueles que atravessam a morte após terem se ligado intimamente em vida ao novo sacramento indubitavelmente saberão achar este Santo Sepulcro, mais facilmente até do que achar seus próprios túmulos. As almas não mantêm mais relação intensiva com os corpos de que se despojaram. Mas, quando nos reunimos em torno do altar, eles podem estar conosco e assim reforçar nosso relacionamento com o mundo espiritual. 
Os novos altares circundam-se com a mesma trama de arqui-imagens que envolvia o sepulcro nas redondezas das plantações do Monte Sion. Está sanado, aqui, o abismo entre este e aquele mundo e, invisivelmente, floresce o jardim pascal onde nossa alma, como Maria Madalena, pôde ver o Ressurreto como jardineiro de um novo mundo. De dentro para fora a escuridão saturnina é iluminada pelo sol pascal.

CORRESPONDÊNCIAS COM A ÉPOCA ATUAL

O drama da Semana Santa, com sua graduação planetária, possui significado em qualquer tempo. Em momentos cruciais de transformação na história da humanidade este drama adquire importância atual em todos os seus detalhes. 

O que sucedeu em Jerusalém, historicamente, torna-se transparente para as arqui-imagens de validade eterna fundamental. Épocas inteiras podem reconhecer-se (no espelho desse drama). É o que sucede nos temporais apocalípticos da nossa época. Estamos atravessando uma Semana Santa em grande estilo.
A excitação e as comoções que agitam os povos, tanto as guerras quanto as que são sentidas apenas no íntimo das almas, têm sua origem apenas aparentemente no plano físico. Em realidade, elas nascem pelo ingresso poderoso, na existência terrena, de forças e entidades supra-sensíveis. 
A nova vinda do Cristo é como uma grande e cósmica entrada em Jerusalém. A humanidade sente em surdina o advento ruidoso do mundo espiritual. Nos brados de guerra e de paz da atualidade traduzem-se, misturados, os “hosanas" e os “crucifique-o”. No entanto, estando as almas aprisionadas pelos hábitos materialistas, o grito de ódio prevalece amplamente sobre o canto de louvor.
Nitidamente revela-se ao nosso redor a lei da segunda-feira santa. A vida espiritual tradicional entra em crise. Não vemos acaso tanta coisa que ainda há pouco parecia em plena flor e alta estima agora com o aspecto de uma árvore seca? Muitos templos estão ruindo e só permanece o que é autêntico. Implacavelmente o sol do destino expõe à luz do dia o que está obsoleto ou degenerado.
As forças marcianas acendem os fachos do Apocalipse. Quem consegue penetrar além da superfície dos fenômenos, reconhece que, por trás das lutas externas são travadas lutas espirituais. A luta da luz contra as trevas é travada por sobre as cabeças dos homens e na terra existe um grande perigo: que mesmo aqueles que, se estivessem suficientemente acordados poderiam lutar pela luz, desertam também para o lado das trevas. 
Não obstante, um pequeno grupo a serviço do sol espiritual pode ser vitorioso. A estes será dada como outrora aos discípulos no Monte das Oliveiras - o eco espiritual de seus esforços, a visão apocalíptica através da qual poderão reconhecer o de suas árduas lutas e sofrimentos.
Cada vez mais inequivocamente os homens são colocados diante de decisões íntimas: ou encontram o caminho que leva à atitude sacramental da plenitude anímica ou sofrerão a maldição da inquietude, da angústia, do nervosismo, que os precipitará no abismo da loucura. Devem escolher entre Maria Madalena e Judas.
Sob o peso do destino não existe quase mais ninguém que, ao menos por instantes, não tenha estado perto do mistério da quinta-feira santa, com sua luz de esperança para o futuro. A questão é apenas se a consciência se mantém firme, se desperta como a de João, se submerge no torpor do sono getsemânico, como Pedro, que renegou o Senhor, ou se até mesmo sucumbe ao demônio como a do Judas, que o traiu.
O verdadeiro mistério de nossa época consiste na renovada presença do Cristo entre os homens. É possível perseguir as igrejas cristãs, exterminar o Cristianismo; o Cristo, ele próprio, pode apenas ser novamente flagelado, coroado de espinhos e crucificado. Isto acontece não só por parte dos adversários como também por parte dos próprios cristãos. 
Não surpreende que sol se cubra e os elementos se enfureçam. A ira de Deus flagela o mundo com o castigo de tempestades. Não obstante, o aspecto oculto, interior, de tudo isto é o infinito amor divino. O Cristo que é, ele próprio, o amor cósmico, morre mais uma vez para penetrar nesta terra, para salvação também daqueles que o perseguem e o crucificam.
Finalmente, toda a humanidade está esperando diante de um sepulcro. Começa a atual lei do sábado da Aleluia. As massas rochosas que mantêm sepultado o Cristo e, com ele a verdadeira imagem do homem, incluem não só as fabricas e os supermercados, mas também as igrejas. Tudo o que existe de enrijecido entre os homens é o próprio sepulcro rochoso. 
Encontramo-nos na véspera de uma manhã pascal ou terão sido em vão todas as provações e os sofrimentos? Poder-se-ia pensar que a humanidade, em meio às catástrofes que ela própria provocou, esteja mais afastada do que nunca do mistério da Ressurreição. 
Entretanto, naquela época também houve terremotos até na madrugada do domingo de Páscoa e, portanto, podemos esperar que nos tremores da terra e da alma que abalam nossa época também esteja o Anjo do Senhor, que afastará a pedra do sepulcro.

Easter for kids and teachers - Páscoa para as crianças e professores


WHEN IS EASTER ?

2010 April 4 (Ash Wednesday February 17)

2011 April 24 (Ash Wednesday March 9)

2012 April 8 (Ash Wednesday February 22)

2013 March 31 (Ash Wednesday February 13)

2014 April 20 (Ash Wednesday March 5)

2015 April 5 (Ash Wednesday February 18)

2016 March 27 (Ash Wednesday February 10)


WHAT IS EASTER ?

Easter is the celebration of Jesus Christ's rising from the dead (His Resurrection) after His crucifixion which took place on what we now term Good Friday. Easter is usually celebrated on the first Sunday after the full moon following the Vernal or Spring Equinox on March 21st.

This can be any Sunday between March 22nd and April 25th. It is the most sacred of all the Christian holidays or celebrations. Christ's return (or rising) from death is called the Resurrection.    

According to the scriptures, Christ's tomb was empty three days after His death, which is commemorated on Good Friday. His followers saw Him and talked to Him after this. Christians therefore believe that they have the hope of a new life (an everlasting life in Heaven) after their earthly death.

 
HOW EASTER WAS CELEBRATED IN ANCIENT DAYS?

Although of course Easter is a Christian festival, it has many pre-Christian, Pagan traditions. While the origin of its name is uncertain, some scholars accept the derivation proposed by the 8th-century English scholar St. Bede, also know as The Venerable Bede, whose tomb is in the magnificent Durham Cathedral in North-East England. Bede believed the name probably comes from Eastre, the Anglo-Saxon name of a Teutonic goddess of spring and fertility.

A month was dedicated to her, corresponding to our month of April. Her festival was celebrated on the day of the vernal equinox and traditions associated with the festival live on in the modern day Easter rabbit, a symbol of fertility, and in colored Easter eggs. These were originally painted with brilliant colors to represent the warmth and sunlight of spring, and used in Easter-egg rolling contests or given as gifts.

Easter festival celebrations probably embody a number of other traditions occuring at around the same time. Most scholars speak of the relationship of Easter to the Jewish festival of Passover, or Pesach in Hebrew. The Passover celebrates the safe flight of the Israelites out of Egypt and across the Red Sea, lead of course by Moses, and as described in the Book of Exodus.


PASSOVER

At this time Jews remember how the children of Israel left slavery behind them when they left Egypt. The Israelites had been under the rule of Pharaoh, the King of Egypt, until Moses led them out over 3,000 years ago.

Despite pleas from Moses, every time Pharaoh refused to release the Israelites. He warned that unless his people were released from slavery and allowed to leave Egypt, God would send terrible plagues into Pharaoh's land. The ten plagues were blood, frogs, gnats, flies, blight of the livestock, boils, hail, locusts, darkness and the death of the first born.

God told Moses to tell the Israelites to daub the doors of their houses with lamb's blood so God could 'pass over' their houses and ensure they were spared this last plague. Thus was born the Passover Festival and because many of the early Christians were Jews brought up in Hebrew traditions, a link was created between Passover and Easter.

The link is strongest during the Seder, the very special family meal held on the eve of Passover, when during the drinking of four small glass of wine, an extra glass is poured for the Prophet Elijah. It was Elijah who foretold of the coming of the Jewish Messiah.

Our Lord Jesus Himself was of course from Jewish parents, and many of the early Christians too were Jewish and raised in the Hebrew tradition. They regarded Easter as an addition to the Passover festival, which of course is a partly a commemoration Elijah's prophecy.


CHRIST AS A THREAT TO ROME AND THE JEWISH HIGH PRIESTS

As the Gospels tell us, Christ's message of peace, and love of your fellow man, began to worry the Roman Military Governor (Procurator or Prefect) of Judea (the Holy Land), Pontius Pilate, as He was beginning to gain quite a following. It also began to worry the Jewish leaders of the time, although they had very different reasons. Christ was beginning to be thought of as the Jewish Messiah.

As the representative of Roman Emperor Tiberius, Pilate was responsible for tax collection, maintaining the huge Roman estates in the Holy Land, and maintaining order. It was this latter responsibility which he felt threatened by the following Christ was beginning to command.

We know from writings at the time of Romans, Philo Judaeus and Flavius Josephus, that Pilate was a cruel man, brutal in enforcing his will but also probably incompetent, despite ruling for 10 years from 26-26AD.

Brutality at the time was almost a norm, but Pilate was so brutal that he was recalled to Rome after he'd massacred a group of Samaritans at Mount Gerizim. The Military governor of Judea had complete judicial authority over all who were not Roman citizens, but many cases, notably those relating to religious matters, were decided by the Sanhedrin, the Jewish supreme council and tribunal.

The Gospels tell us that after the Sanhedrin found Jesus guilty of blasphemy, it committed him to Pilate's Roman court, as it had no power to declare and carry out a death sentence. The blasphemy, the Sanhedrin said, was because Christ was openly saying He was the Son of God, and therefore the Messiah. Christ stated this under affirmation to the Jewish High Priests of the Sanhedrin.

Interestingly and rather surprisingly, Pilate refused to approve the blasphemy judgment without investigation; the Jewish high priests then made other charges against Jesus, and the governor had a private interview with him.

Pilate appears to have been impressed with the dignity and with the frankness of Jesus' answers to his questions and is said to have tried to save Him. Nevertheless, fear of an uprising in Jerusalem forced Pilate to accede to the demand of the populace (releasing the criminal Barabas instead of Jesus) and Jesus was then executed by crucifixion.

As the Sabbath (Holiest day of the week) was now approaching, and burials were not permitted, Christ's body was laid in a new tomb by Joseph of Arimathea. It is thought that this was a tomb that Joseph had prepared for his own death, but having pleaded with Pilate for the release of Christ's body, he urgently needed a suitable safe place for the body to be kept until burial after the Sabbath. Assisted by a Roman called Nicodemus, Joseph bought fine linen in which he wrapped Christ's body as it was brought down from the cross. At the entrance to the tomb was placed a large bolder.

Nearly three days later, on the Sunday, Mary Magdelene and Mary, Mother of Jesus's disciple, James, entered the tomb to anoint Christ's body and prepare it for burial. However, upon entering, they were shocked to find the tomb empty. Christ's body had gone. The two Mary's saw an Angel who announced that Christ had had resurrected, and assumed life after death.

Naturally, they were very scared, but strangely comforted, especially when they spoke with several of Christ's disciples, who said Christ had appeared to them, and assured them that He had risen. From that time on, followers of Christ were assured the hope of life after death, an everlasting life in the Kingdom of Heaven. The real meaning of Easter had begun.


WHAT IS THE HOLY WEEK ?

The Holy week is the last week of Lent. It begins with the observance of Palm Sunday, the Sunday before Easter Sunday. The name, Palm Sunday originated from Jesus's entry in Jerusalem. The crowd laid carpets of palms on the street for Him. The Last Supper is commemorated on Holy Thursday of special week (often called Maundy Thursday) and Friday is the anniversary of the crucifixion of Jesus Christ on the cross. The Lenten season and Holy week end with Easter Sunday (the Resurrection of Jesus Christ).


sábado, 23 de abril de 2011

Para entender melhor a Páscoa Cristã


Ostara

Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera.

A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra "páscoa" – do hebreu "peschad", em grego "paskha" e latim "pache" – significa "passagem", uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro.

De fato, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.

Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.

Os pássaros estão cantando, as árvores estão brotando. Surge o delicado amarelo do Sol e o encantador verde das matas.

A celebração de Ostara, comemora a fertilidade, um tradicional e antigo festival pagão que celebra o evento sazonal equivalente ao Equinócio da primavera. Algumas das tradições e rituais que envolve Ostara, inclui fogos de artifícios, ovos, flores e coelho.

Ostara representa o renascimento da terra, muitos de seus rituais e símbolos estão relacionados à fertilidade. Ela é o equilíbrio quando a fertilidade chega depois do inverno. É o período que a luz do dia e da noite têm a mesma duração. Ostara é o espelho da beleza da natureza, a renovação do espírito e da mente. Seu rosto muda a cada toque suave do vento. Gosta de observar os animais recém-nascidos saindo detrás das árvores distantes, deixando seu espírito se renovar.

Ostara foi cristianizada como a maior parte dos antigos deuses pagãos. Os símbolos tradicionais da Páscoa vêm de Ostara. Os ovos, símbolo da fertilidade, eram pintados com símbolos mágicos ou de ouro, eram enterrados ou lançados ao fogo como oferta aos deuses. É o Ovo Cósmico da vida, a fertilidade da Mãe Terra. Ostara gosta de verde e amarelo, cores da natureza e do sol.

O Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema de calendário lunar, que coloca o feriado no primeiro Domingo após a primeira lua cheia ou seguindo o equinócio.

A Páscoa foi nomeada pelo deus Saxão da fertilidade Eostre, que acompanha o festival de Ostara como um coelho, por esta razão, o símbolo do coelho de páscoa na tradição cristã. O coelho é também um símbolo de fertilidade e da fortuna.

A Páscoa foi adaptada e renomeada pelos cristãos, do feriado pagão Festival de Ostara, da maneira que melhor lhe convinha na época assim como a tradição dos símbolos do Ovo e do Coelho.

A data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C., como sendo "o primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de março.

A festa da Páscoa passou a ser uma festa cristã após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na Quinta-feira santa. Os fiéis cristãos celebram a ressurreição de Cristo e sua elevação ao céu. As imagens deste momento são a morte de Jesus na cruz e a sua aparição.